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Benefícios do aleitamento materno

Benefícios do aleitamento materno

Por EME Equipment em 13/03/2018

O leite materno é o alimento mais bem preparado para a alimentação do bebê, protege o bebê contra doenças e dispensa outros alimentos. Confira os benefícios do aleitamento materno no artigo de hoje.

1. Leite ideal

“Assim como todas as espécies de mamíferos produzem o leite ideal para o desenvolvimento de seu filhote, a espécie humana não é diferente: produz o leite ideal para o bebê”, destaca Fábia.

“O leite humano é composto de nutrientes balanceados, ideal para o consumo e desenvolvimento do bebê desde a primeira hora após o nascimento. As calorias, quantidade de lipídios, proteínas, e lactose são adaptadas da melhor forma possível à cada fase do desenvolvimento da criança”, acrescenta.


2. Proteção contra doenças

Fábia explica que o leite humano possui inúmeros componentes do sistema imunológico, o que o torna extremamente importante na prevenção de infecções e alergias. “IgA, Igm, IgG, macrófagos, linfócitos T são alguns destes fatores de proteção. Podemos dizer que o leite materno é a primeira vacina que a criança recebe para protegê-lo de inúmeras doenças”, diz.

“Hoje já é bem conhecida ainda a importância do aleitamento materno na prevenção de doenças crônicas, como hipertensão arterial, obesidade e diabetes”, acrescenta a médica.


3. Desenvolvimento da flora intestinal

“Os probióticos naturais que existem no leite humano vão ajudar no desenvolvimento perfeito da flora intestinal do recém-nascido”, destaca Fábia.

“Pela importância nutricional e de defesa, o leite materno é tão importante na redução da mortalidade infantil”, esclarece a médica.


4. Fortalecimento do vínculo mãe-bebê

Outra grande importância do aleitamento materno, de acordo com Fábia, é o fortalecimento do vínculo mãe-filho, que se inicia tão logo a criança nasce e é colocada pele a pele com sua mãe.


5. Benefícios para a mãe

“Para a mãe, o aleitamento na primeira hora pós-parto, ajuda a contração do útero e redução do sangramento pós-parto. As mãe que amamentam também têm menor risco de terem câncer de mama”, destaca Fábia.


Fases do aleitamento materno

Você sabia que o leite materno muda de composição, coloração, consistência durante o período de amamentação? Conheça as variações que ocorrem:

Primeira fase: “chamado de colostro, nos primeiros quatro a cinco dias, é um leite mais fluído, rico em água e proteínas e células de defesa”, explica Fábia.

Segunda fase: é chamado leite de transição. Apresenta maior volume por mamada se comparado ao colostro. É a fase em que o leite sofre alterações nutricionais gradativas entre as características do colostro para o leite maduro. Ocorrem, por exemplo, a diminuição dos índices de proteína e o aumento de gorduras e carboidratos.

Terceira fase: o leite é chamado de maduro. Essa fase, de acordo com Fábia, se inicia por volta do 10º dia. “O leite já conta com mais gordura em relação ao colostro e que, portanto, vai dar maior sensação de saciedade e aumentar a velocidade do ganho de peso”, diz a médica.

“Cada fase está programada para a capacidade de digestão da criança e para a necessidade do momento do bebê”, esclarece Fábia.

“A OMS recomenda que as crianças devam ser amamentadas exclusivamente nos seios das mães até o sexto mês, quando então deve ser introduzida a alimentação complementar e mantido o aleitamento complementado até os dois anos”, ressalta a médica.


Horários, frequência e quantidade de leite: o que é ideal?

Fábia explica que a criança deve ser amamentada em livre demanda, ou seja, sem restrições de horários. “E sem introdução de águas, chás, sucos ou formulas lácteas, exceto se prescrito pelo médico por algum motivo específico”, diz.

“Em geral, um bebê mama em média 8 a 12 vezes por dia. Ele tende a dar intervalos mais longos à medida que vai crescendo”, destaca a médica.

“O colostro, por exemplo, tem a digestibilidade muito rápida e, por isto, normalmente o bebê na primeira semana de vida mama em intervalos muito curtos, e também geralmente mama mais à noite – uma vez que a produção do leite inicialmente é maior à noite”, acrescenta.

A recomendação, de acordo com Fábia, é que a mãe se adapte ao ritmo da criança, e procure descansar nos momentos em que a criança dorme, mesmo que seja de dia.

“A duração da mamada também não deve ser estipulada. Normalmente a criança tem o controle e dá sinais de saciedade e deixa o seio. É importante que a mãe tenha a paciência para deixar a criança esvaziar toda a mama, e assim ela vai pegar mais gordura – que é o componente que sai no final da mamada – e, assim, vai ficar mais satisfeita”, orienta Fábia.

“Por este motivo recomendamos também que a mãe não fique mudando de seio numa mamada já de leite maduro, ou seja, após os 10 dias de pós-parto. Na maioria das vezes uma mama satisfaz a fome da criança”, acrescenta a médica.


Alimentação durante o período de aleitamento

É importante que a mulher que está amamentando tenha uma alimentação equilibrada e com horários regulares. Como a amamentação pode proporcionar fome, a mãe não deve esperar muito tempo para se alimentar (o que a faria exagerar em quantidade e procurar alimentos mais gordurosos para promover saciedade).

Algumas dicas para uma alimentação saudável são:

  • Um bom café da manhã: com cereais ou pães integrais, queijos magros e sucos naturais.

  • Lanche da manhã: uma fruta é uma boa dica.

  • Almoço completo: por exemplo, com arroz ou batata ou massa, feijão, legumes, verduras e carne magra.

  • Lanche da tarde: pode-se repetir alimentos do café da manhã, por exemplo.

  • Jantar: uma refeição completa, por exemplo, com arroz, legumes, verduras e carne magra.

  • Ceia: uma fruta ou um iogurte natural com cereal integral.

Algumas mulheres que têm o costume de tomar leite comentam que os bebês sentem cólicas. Mas, na realidade, cada mãe deverá reparar no que, na sua alimentação, provoca mal-estar na criança (além da cólica fisiológica, normal, que ela apresenta nos três primeiros meses de vida).

É preciso cuidado ainda com as gorduras ruins (trans e saturadas) presentes em frituras e alimentos industrializados, leite e derivados integrais e carnes vermelhas gordas. Não é bom exagerar ainda no consumo de cafeína (presente em café, chá preto, refrigerantes à base de cola etc.). Moderação é a palavra-chave.

“Inicialmente, não recomendamos que retire nada da alimentação. A mãe deve manter a alimentação que é acostumada a comer, também não deve ‘inventar’ muitas novidades. O importante é que se alimente bem, de forma saudável e que tome muito líquido para produzir um leite de qualidade e em boa quantidade”, orienta Fábia.


Armazenamento do leite materno

Fábia explica que é possível armazenar o leite humano para consumo próprio ou para doação. “A mãe deve proteger boca e cabelos, com uso de toca e máscara, higienizar as mãos até altura de cotovelo, massagear as mamadas e fazer a ordenha. A técnica é ensinada por profissionais que trabalham com amamentação”, destaca.

“O leite deve ser retirado em vidro previamente esterilizado e com tampa de plástico. Colocar a data no vidro e armazenar no freezer. A validade para consumo é de 15 dias. Caso não seja utilizado neste período, pode ser doado para banco de leite humano, pois, se pasteurizado até 15 dias, ele terá validade de 6 meses e poderá ser consumido por bebês internados em UTI neonatal”, acrescenta a médica.

“O leite cru só pode ser consumido pelo próprio filho, não se oferece leite humano cru (não pasteurizado) para outro bebê, como também se contraindica amamentação cruzada, ou seja, uma mãe amamentar outra criança que não seja seu filho”, ressalta Fábia.

Na galeria abaixo você confere exemplos de produtos para recolher e armazenar leite. Mas lembre-se: em caso de dúvidas sobre o procedimento, consulte sempre um profissional de sua confiança.


A doadora de hoje

Nem todo mundo tem conhecimento, mas, nos dias de hoje, os bancos de leite humano regularizam a função da antiga “ama de leite”, já que não é permitido distribuir leite humano sem que ele seja pasteurizado para garantir tanto a saúde da mãe doadora como a do bebê.

Para ser doadora, a mulher deve:

  • Estar amamentando seu bebê;

  • Não ter nenhuma doença que contraindique a amamentação;

  • Estar produzindo leite mais do que seu bebê necessita;

  • Fazer essa doação gratuitamente;

  • E, preferencialmente, não ser fumante.

O leite coletado para pasteurização deve ser armazenado em freezer ou congelador.

A prioridade para distribuição do leite humano são os prematuros e recém-nascidos de baixo peso, internados nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatais, sempre com prescrição médica ou de nutricionista.

Se a mulher se interessar em doar, deve entrar em contato com algum banco de leite da sua cidade e se informar sobre o procedimento que, com certeza, fará a diferença em muitas vidas.


Copinho de amamentação: o que é?

O copinho de amamentação é uma alternativa à mamadeira para dar à criança quando a mãe, por algum motivo, não pode amamentar: seja porque vai começar a trabalhar, por exemplo, seja porque estará fora de casa por algumas horas.

A mamadeira, por mais que seja o objeto mais utilizado para oferecer leite ao bebê, gera certa polêmica principalmente por ser o utensílio mais provável de causar confusão de bicos. Ou seja, a sucção que o bebê faz na mamadeira é parecida com a que faz nos seios da mãe, mas sem seus benefícios. E, como a mamadeira pode oferecer uma opção mais fácil para sugar e sair o leite, isso pode fazer com que o bebê se confunda depois com o movimento e a força que precisa fazer quando estiver mamando nos seios.

É fato que isso não acontece com todos os bebês, mas pode acontecer. Por isso muitas mães têm considerado a possibilidade de usarem o copinho de amamentação.

“Indicamos o copinho para oferecer o leite para complementar a amamentação ao seio por diversos motivos. Assim teremos menor probabilidade da criança se desinteressar pelo seio; o copinho não causa confusão de bicos. Mas é necessário saber a forma correta da utilização do copinho”, destaca Fábia.


Cuidados com os seios da mãe

Abaixo, dermatologistas dão dicas importantes para as mães cuidarem da pele dos seios antes, durante e após a amamentação.

Antes da amamentação

  • Para Helena Costa, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia e diretora da Clínica Helena Costa no Rio de Janeiro, a primeira dica é tomar sol diariamente nos seios por 10 minutos antes das 10h e após as 16h. “Isso irá ajudar a fortalecer a pele que é muito fina nesta área”, diz.

  • “Ao contrário do que se fala por aí, passar bucha ou toalha, fará a pele da aréola engrossar demais, como mecanismo de defesa, tendendo a rachaduras com maior frequência”, acrescenta Helena.

  • Renata Domingues, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, diz que costuma recomendar para as futuras mamães que leiam bastante sobre amamentação e conversem com mulheres que amamentaram. “Antes de engravidar, o ideal é que as mulheres se preparem emocionalmente e fisicamente”, diz.

  • “Um fator de risco para o surgimento de estrias é o ganho de peso excessivo, portanto, um acompanhamento nutricional pode auxiliar muito”, acrescenta Renata.

  • Hidratar os seios, de acordo com Helena, também é essencial para preparar a pele, evitando o aparecimento de estrias.

  • “O uso de sutiãs durante toda a gestação e amamentação (inclusive à noite) previne que o peso das mamas estire ainda mais os ligamentos que sustentam os seios, evitando uma maior ptose (queda)”, destaca Helena.


Durante a amamentação

  • Helena recomenda manter a aréola hidratada com cremes à base de lanolina. “Uma dica fácil e acessível é a gordura animal – o óleo permite manter a hidratação, não é prejudicial à saúde do bebê e não corre risco de contaminação, uma vez que bactérias não se proliferam na gordura animal”, diz.

  • Renata explica que quando os seios ainda estão se adaptando ao volume de leite demandado pelo bebê, água muito quente durante o banho pode aumentar muito a produção de leite e gerar desconforto. “Na hora a mulher sente alívio, mas o super estímulo acaba piorando a congestão logo depois. Para evitar que o leite se acumule nos canalículos e forme ‘pedras’, o ideal é massagear no sentido de bico, da base do seio para o mamilo, como drenagem”, diz.

  • “A utilização de sutiã adequado, com certa compressão, também ajuda. Neste momento o excesso de ganho de peso também deve ser evitado”, acrescenta Renata.


Após o período de amamentação

  • “Assim que possível a mulher deverá retomar a atividade física. Exercícios de musculação auxiliarão a fortalecer os braços para dura jornada e também melhorarão a sustentação da mama”, diz Renata.

  • “Cremes com tecnologia apropriada podem auxiliar na firmeza da mama”, acrescenta a dermatologista Renata.


Mastite: saiba o que é e como evitar

“A mastite é uma infecção na mama normalmente provocada pelo acúmulo de leite e a contaminação deste dentro da mama por bactéria que conseguiu adentrar por alguma porta de entrada, por exemplo, fissuras nos mamilos”, explica Fábia.

Para evitar a mastite, de acordo com a médica pediatra, “é importante que as mamas sejam corretamente esvaziadas pela sucção do seio, e quando isto não é possível ou não é suficiente, pela ordenha do excesso de leite”.

“É importante evitar fissuras mamilares, tendo atenção à pega correta na hora da mamada e, se tiver fissuras, cuidar adequadamente delas”, acrescenta Fábia.

“A mãe com mastite pode e deve amamentar para que o bebê promova o esvaziamento da mama e assim possa evoluir para melhora”, ressalta a médica.

fonte- https://goo.gl/BtUDxW

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